quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Uma exortação para um compromisso pleno



Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
(Romanos 12.1)

            Pela graça do nosso bom e misericordioso Deus, estamos começando mais um ano. E, como todo início de ano, fazemos planos: cursar uma nova faculdade, uma pós-graduação, ter um (ou mais um) filho, reformar a casa, fazer uma viagem de lazer para longe. Vários podem ser os projetos que pensamos para um ano que se inicia. Todos os planos citados anteriormente podem ser bons e animadores, mas há um anseio muito maior que todo cristão precisa possuir no início de janeiro (e em todos os dias da sua vida): ter (ou continuar a ter) um compromisso pleno com Deus.
            O apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos, exorta-os a apresentarem o corpo deles por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. E esse chamado é feito tendo em mente as ternas misericórdias do Senhor. No decorrer da carta, Paulo mostra aos fiéis que a “ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm 1.18), e que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Ao mesmo tempo, ele ensina que os santos foram justificados e que, através desse ato, eles têm paz com Deus por meio de Cristo (Rm 5.1). Além disso, Paulo também nos ensina que, justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira divina (Rm 5.9). Diante dessas doutrinas ensinadas no decorrer da carta, vemos no verso primeiro do capítulo 12 um forte apelo do apóstolo: ele nos chama, os santos, a oferecermo-nos a Deus tendo em mente a maravilhosa misericórdia do Senhor, que nos resgatou da morte eterna, livrando-nos da ira divina.
            Que em todos os seus dias você tenha, ou continue tendo, um compromisso pleno com Deus, fazendo disso a sua maior prioridade em todas as áreas da sua vida, e que assim o Senhor seja glorificado.
Rev. Christofer Cruz

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Adolesci: e agora?


Quando somos crianças, tudo é lindo, tudo é perfeito. Temos mais oportunidades para brincar, ver TV, jogar videogame, ir pra casa da vovó e muito mais. Mas chega um momento em que coisas estranhas começam a acontecer. Do nada, você começa a falar como um violão desafinado: uma voz sem qualquer controle. Você quer pegar algo e acaba esbarrando naquela jarra preferida da sua mãe e ela lentamente resolve abraçar o chão – e você já começa a pensar no castigo por vir. Mas também começa um tempo de descobertas: você passa a ter uma energia sem igual – e um cansaço na mesma medida. De repente, você para de olhar o sexo oposto do jeito que olhava antes, e tudo parece diferente. Quando tudo isso acontece, eu te digo: bem-vindo à adolescência!

Adolescer é descobrir um mundo novo: o desejo de ser criança e adulto ao mesmo tempo. Sonhos começam a passar pela nossa mente, dúvidas quanto ao que vamos ser quando crescer. Tudo isso faz parte da vida a partir de então. E isso não acontece apenas com você, mas aconteceu também com seus pais, avós. Cada um do seu jeito e à luz de sua época.

Todavia, um alerta deve ser feito. Apesar de ser um tempo muito legal, é também uma época perigosa! As amizades que construímos passam a ter um efeito maior sobre nós, para o bem ou para o mal. As escolhas que fazemos podem nos trazer consequências pelo resto da vida e, por isso, é preciso ter um norte a seguir, algo para nos guiar ou até mesmo nos frear, e isso é fundamental para uma adolescência bem vivida.

A primeira coisa que devemos fazer para ter uma adolescência top é estar aos pés do Senhor. Eclesiastes nos diz: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade” (12.1). Estar aos pés de Deus é o melhor que podemos fazer. Ele quer o nosso melhor e nos instrui, por meio de sua Palavra, no caminho que devemos seguir.

Além disso, cuide bem do seu corpo. Lembre-se de que você foi feito à imagem de Deus (Gn 1.27), e que você é superior à toda a Criação. Você deve cuidar bem do corpo que o Senhor te deu. Deve ser mordomo de Deus sobre esse presente tão perfeito dado a você pelo Pai. Paulo nos diz: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo,  que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?”. E isso implica em que você deve cuidar da sua alimentação, fazer aquele esporte que você anda fugindo a tanto tempo. E não só isso, mas também exercitar a sua mente com uma boa leitura ou bons programas de TV que tragam conhecimento.

Cuide de sua vida espiritual. Jesus diz: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8.36). Todos os seus projetos, desejos, anseios, devem ter como prioridade a sua vida com Deus. Horas no Facebook, WhatsApp ou Snapchat não são capazes de produzir o que dez minutos diários de joelhos no chão diante do Senhor podem fazer. Pessoas morrem ao redor do mundo se forem encontradas com uma porção sequer da Bíblia, mas muitas vezes preferimos passar a tarde no videogame a dedicar alguns minutos na leitura da Palavra de Deus.

Viva a sua adolescência da melhor maneira possível: no caminho do Senhor! Obedeça a ele. Além disso, não dê ouvidos àqueles que te zoam por ser cristão, por ir à igreja e prezar pela sua família. Dê ouvidos a Deus! Fácil não será, mas você precisa ser firme. Lembre-se: o Senhor acima de tudo!
Sem. Christofer F. O. Cruz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os aspectos espirituais e sociais da missão





            Somos o povo de Deus. Fomos escolhidos por ele (Ef 1.4) para glorifica-lo e gozá-lo para sempre[1]. Todo cristão tem consciência – ou deveria ter – disso. Mas, é apenas isso? Ouvimos o Evangelho, somos salvos, fazemos tudo para a glória de Deus e pronto? Pensar dessa maneira é uma prática reducionista e ignorante.

Somos escolhidos para glorificar a Deus, e isto inclui obediência (Ef 2.10). Uma das ordens que o Senhor nos deu é anunciar o Evangelho (Mc 16.15). Precisamos anunciar às nações que o Senhor é Deus. A salvação é o bem maior que qualquer um pode receber. A ordem de evangelizar está implícita no mandamento de amar ao próximo assim como a nós mesmos[2].

Sabemos que a missão é algo que devemos praticar e foi instituída pelo próprio Cristo (At 1.8). Mas, em que consiste a missão? Sabemos que ao Senhor pertence a salvação (Jn 2.9). Mas, em que consiste a salvação?

O homem é uma unidade psicossomática[3]. Nós somos corpo e alma, mas esses dois “elementos” – se assim posso chama-los – não estão separados. Hoekema nos diz que a unidade psicossomática “enfatiza a unidade do homem”[4]. Essa unidade existe hoje e existirá após a ressurreição[5].

Já que somos uma unidade, não seria um erro se preocupar apenas com as almas que evangelizamos? Com certeza seria. Precisamos nos preocupar tanto com a alma quanto com o corpo das pessoas, o que envolve questões materiais. O próprio Jesus destacou a importância do cuidado dos necessitados (Mateus 25.35-40).

Como vimos, precisamos ver o homem em todas as suas necessidades. Todavia, há ideologias que pregam a primazia das necessidades materiais humanas quando o assunto é evangelização, e isto é visto na Teologia da Libertação. Alister McGrath nos diz que

A teologia da libertação afirma que a preferência de Deus pelos pobres e seu compromisso com eles é um aspecto fundamental do evangelho, e não um acréscimo decorrente da situação latino-americana ou baseado na mente na teoria política marxista.[6]



Não devemos fazer acepção de pessoas (Tiago 2.9). Tanto pobres quanto ricos são iguais perante Deus.

O papel principal da Igreja é a preocupação com a glória de Deus[7]. A pregação da Palavra deve ter primazia. Sua atenção deve estar voltada principalmente para o anúncio do evangelho, a salvação que é dada por Cristo aos eleitos (Jo 3.16). A responsabilidade social é importante e necessária, mas vem em companhia do evangelho, não em substituição a ele. As palavras da Igreja devem fazer uníssono ao anúncio de Pedro:  “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério” (At 3.19-20).

Sem. Christofer Freitas Oliveira Cruz


[1] Breve Catecismo de Westminster. Resposta à pergunta 1. Editora Cultura Cristã.
[2] KISTEMAKER, Simon. Os Encontros de Jesus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. p. 211.
[3] HOEKEMA, Antony. Criados à Imagem de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. p. 239.
[4] Ibid.
[5] Ibid. p. 240.
[6] McGRATH, Alister E. Teologia histórica. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 2007. p. 276.
[7] PIPER, John. Alegrem-se os povos. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. p. 35.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Entendendo as adversidades

            Muitos de nós crescemos em lar cristão, outros não. De qualquer forma, muitos pais procuram manter seus filhos longe da maldade e frieza do mundo, de modo a fazê-los se sentirem seguros e protegidos de toda adversidade que existe. Alguns pais, todavia, protegem tanto seus filhos a ponto de estes não terem uma visão crítica do mundo e acabam por serem pessoas exageradamente ingênuas, como se todo mundo fosse bom e não houvesse maldade humana.
            Ao contrário do que muita gente de pensamento otimista pensa, a maldade reina lá fora. Isso não quer dizer que todas as pessoas são más ao ponto de matar por causa de um empurrão. Todavia, é tolice agir como se tudo fosse flores ou algodão doce.
            O apóstolo Paulo nos informa quanto à natureza humana. No capítulo três de Romanos, o apóstolo nos diz que a mente das pessoas está corrompida. Do coração do homem saem mentiras, veneno, morte... e isso tudo porque este vive longe de Deus, porque Adão, utilizando sua liberdade, resolveu pecar e ir contra a vontade de Deus. Daí em diante, o caos entrou no mundo.
            De onde vem tanta maldade? Os nossos irmãos evangélicos carismáticos, aliás, grande parte deles, atribuem tudo que acontece de mal ao Diabo. É claro que ele é o pai da mentira (Jo 8.44) e ele teve sua parcela na entrada do mal no mundo (Gn 3.14-15), e ele tem sua parcela no que há de ruim até hoje (1Pe 5.8). Mas a questão é que do coração do homem flui o pecado sem a necessidade de uma ação ativa de Satanás. O ser humano tornou-se pecador e é inclinado para o mal por si só (Rm 1.24-25).
            Como agir diante das diversidades da vida? Eclesiastes 8.11 nos diz: “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal”. Como salvos por Cristo e resgatados por ele das garras do nosso arqui-inimigo, precisamos ter uma mente esclarecida diante de todas as desigualdades que há no mundo.
            Em Provérbios 6.12-19, vemos que o Senhor abomina a perversidade. Os versos 16 a 19 nos dizem:
16Seis coisas o Senhor aborrece,
e a sétima a sua alma abomina:
17olhos altivos, língua mentirosa,
mãos que derramam sangue inocente,
18coração que trama projetos iníquos,
pés que se apressam a correr para o mal,
19testemunha falsa que profere mentiras
e o que semeia contendas entre irmãos.

            Deus não se alegra com todo o mal que há no mundo. Nosso papel como cristãos é fazer a diferença. Nós somos o sal da terra (Mt 5.13) e, como sal, precisamos conservar o mundo e tentar evitar que o mal se alastre cada vez mais. Um dos papéis da Igreja é conter o pecado. Além de sal, somos luz do mundo (Mt 5.14-16). Como luz, precisamos ser guia para as pessoas. A luz do farol dá direção aos navios, e assim devemos ser nós: mostrar qual é o caminho santo e verdadeiro através da nossa vida.
            Devemos encarar as injustiças da seguinte forma: o mal existe, pessoas más existem, mas Deus nos salvou e quer que sejamos exemplos para tais pessoas. Precisamos entender que nada foge do controle do Senhor e que tudo coopera para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28).
            Agradeça a Deus pelo bem que ele fez a você lhe resgatando da cegueira e da perversidade. Confie no Senhor, ciente de que ele está ao seu lado e está no controle de tudo, mesmo que, aos nossos olhos, tudo pareça ir de mal a pior.


Sem. Christofer F. O. Cruz

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Que profissão escolher?


            Quase todo jovem ou adolescente passa por um momento crítico de sua existência, momento de incerteza e medo. Um tempo em que se deve fazer uma escolha que poderá dirigir toda a sua vida. Alguns passam por uma angústia tremenda, outros caminham tranquilamente por esse vale. Tal ponto crítico é a escolha profissional. Uma decisão que poderá nortear toda a sua carreira.
            Como se não bastassem as dúvidas que nós mesmos temos em mente quanto ao que escolher, muitas pessoas procuram nos auxiliar e, por fim, às vezes acabam ajudando a dispersar o sentimento de certeza. Difícil é, então, quando os pais projetam nos filhos a carreira que eles gostariam de ter seguido, mas foram frustrados por algum motivo. Desta forma, os filhos são de alguma maneira direcionados a fazer algo que talvez não queiram.
            O conflito quanto à profissão a escolher é alimentado quando se pensa na tensão entre salário e satisfação. Há quem pense que o dinheiro traz a satisfação do trabalho. Todavia, não é bem assim que as coisas funcionam. É triste uma pessoa entrar às oito da manhã no emprego e desde já ficar de olho no relógio aguardando ansiosamente o horário de se ver livre daquele lugar naquele dia. Quando não se faz o que traz satisfação pessoal, o dia passa lentamente e de forma fatigante. Pode até mesmo parecer uma tortura. Porém, fazer o que dá bem estar deixa o dia alegre e nos distrai de preocupações.
            Em Eclesiastes 2.18-26, o autor inspirado fala sobre o trabalho. Ele começa dizendo que se aborreceu de todo o seu trabalho, porque tudo o que ele ganhou deixará àquele que herdar as suas posses. Qual o sentido de tudo isso? De que adianta trabalhar arduamente e deixar tudo para a posteridade? Qual a vantagem de levar o dinheiro para o túmulo? Nenhuma.
            No versículo 19, o autor continua. Pergunta ele se aquele que herdará suas posses será sábio em utilizar o dinheiro. Podemos ver problemas em divisões de herança. Nem sempre essas histórias acabam bem. De nada vale ajuntar dinheiro e deixar para as pessoas brigarem por ele depois da sua morte.
            Deus nos deu o trabalho para que possamos nos sustentar e desfrutar dos benefícios que ele traz. É claro que não se pode gastar tudo sem qualquer planejamento. É preciso ter sabedoria para gerenciar o dinheiro que Deus nos dá através do nosso trabalho. E todo o bem que ele traz vem das mãos de Deus.
            É sábio considerar que é muito importante ter um emprego que traga um bom retorno, mas não podemos sacrificar nosso bem estar em favor disso. Um professor pode ser muito mais feliz que um médico, se o primeiro faz o que faz por prazer e o segundo trabalha em algo que não gosta. Antes de decidir qual carreira trilhar, devemos nos indagar: tal profissão agrada a Deus? Um advogado pode muito bem agradar a Deus, mas não o agradará se usar sua profissão de forma corrupta. Da mesma forma o juiz, médico, professor. A honestidade deve ser algo inegociável por parte do cristão.
            Há situações, porém, difíceis de resolver. Se eu quero ser professor, mas meus pais querem que eu seja médico, o que devo fazer? Pois bem, o que diz o quinto mandamento? Este mandamento nos ordena honrar nossos pais. O que isso significa para nós na escolha da profissão? Significa que mesmo que eu não goste de um curso que meus pais queiram que eu faça, devo fazê-lo, por honra a eles. Se seu pai ordena que você faça medicina, você não deve escolher engenharia, por mais que você não goste da área de biológicas. Como agir nesses casos? Orar! Se seus pais querem que você faça um curso que você não deseja, converse com eles, externe o que se passa em seu coração. Se eles se mostrarem irredutíveis, ore. Peça a Deus que ele os convença. Há exemplos de pessoas que passaram por isso e o Senhor os ajudou e os convenceu. Pense nisso, reflita!
            Se seus pais lhe derem carta branca para escolher sua profissão, não saia pensando por si mesmo, mas peça a direção de Deus. Ore: Deus, quero fazer tal curso... mas é essa a vontade do Senhor? Me ajude a decidir!
           

Christofer F. O. Cruz 

*Ideia de texto retirada da Revista de Escola Dominical da Editora Cultura Cristã Novidade ou Mesmice?

terça-feira, 2 de junho de 2015

O convívio que dá a vida

            Qual é a sua relação com seus amigos mais íntimos? Certamente é de fraternidade e companheirismo – ao menos espera-se isso. Vocês provavelmente procuram fazer atividades juntos, como futebol, videogame, cinema. Enfim, você certamente passa um bom tempo com seus amigos. Quando não estão juntos, conversam por WhatsApp, não é verdade? Pois bem, a maioria das amizades acontecem assim – queremos conviver com quem gostamos. O que acontece quando você deixa de se relacionar com uma pessoa? Se você disser que nada, reavalie sua resposta. Se dois amigos deixarem de se falar, a amizade começa a definhar. Pode ser que a confiança prossiga, mesmo que trôpega. Mas a realidade é que aquela intimidade nutrida se esfria aos poucos. Assuntos que antes você tratava deixam de ser abordados. Já não há mais aquela ansiedade de contar a última novidade.
            Depois dessa breve introdução, você provavelmente está pensando que vou falar sobre amizade. Minha sutil e breve resposta é: sim e não. “Sim” por se tratar de uma amizade. “Não” por não se tratar de qualquer amizade. Não é uma mera ou simples amizade, mas uma relação mais necessária que qualquer outra. Uma relação que, se esfriada, pode dificultar a pulsação de sua vida. Uma amizade em que você pode confiar em qualquer momento ou situação. Quero falar da sua amizade com o melhor amigo, Deus.
            Antes de qualquer coisa, pense o seguinte: quem é Deus. Todos nós temos uma noção de Deus, mas há quem, aliás, muita gente, que tem uma noção errada do Senhor. Há aqueles que veem Deus como um senhor barbudo e bonzinho que é “de boa” com todo mundo. Outros pensam que é um senhor barbudo, também, mas que nutre uma rigidez absurda e que joga um raio em cima de quem não faz o que ele ordena.
            O Catecismo Maior de Westminster, um dos Símbolos de Fé adotados pela Igreja reformada em todo o mundo (cuja maior expressão no Brasil é a Igreja Presbiteriana), nos dá uma ótima definição.

Deus é espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo-suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade.

            Quero destacar alguns aspectos que o catecismo nos mostra: Deus é “infinito em santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade”.
            Por ser santo e justo, Deus odeia o pecado. Não é odiar como uma raiva passageira de dois irmãos que brigam mas, vinte minutos depois, estão abraçados novamente. Não é um odiar qualquer. Só entendemos o tamanho de tal repulsa ao ver o preço que Deus requer para pagar o pecado. Ele requer sangue, morte e pureza. Ele requer santidade e não hesita em castigar o ímpio.
            Ao mesmo tempo em que o Senhor é santo e justo, ele também é misericordioso “e clemente, longânimo e cheio de bondade [...]”.  Da mesma forma que compreendemos a santidade e justiça de Deus mediante o preço que ele requer pelos pecados, só entendemos sua misericórdia e bondade mediante o sacrifício feito por ele mesmo para agraciar os seus filhos.
            O Senhor Jesus Cristo, Deus Filho, filho de Deus Pai, foi comissionado para uma grande missão. Sem hesitar, ele deixou a sua glória e veio habitar em um mundo pecaminoso e mal. Como se não bastasse, habitou entre nós como homem. Daí vem o mistério: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele cumpriu o que o Pai exigia: santidade (Lv 11.44a, 1Jo 3.8-9). Mesmo vivendo em um mundo caído e sofrendo as consequências do pecado – Jesus sofreu –, o Messias permaneceu sem pecado. Não ofendeu ao Pai em qualquer momento. Mesmo sendo Santo, o Senhor padeceu sobre o madeiro. Seu corpo fora traspassado por pregos, sua cabeça perfurada por espinhos. Seu sangue real e puro foi exposto e derramado sobre dois pedaços de madeira. Naquele dia, o Filho de Deus sofreu a devida punição pelo pecado. Sendo puro, fora feito imundo pelos filhos de Deus, aqueles que desde antes da criação do mundo foram escolhidos dentre a humanidade para fazerem parte da família de Deus (Ef 1.4-7). Ao terceiro dia, o Messias venceu aquela que assombrava os homens desde a queda de Adão, a morte (Rm 5.12; Mc 16.2; 1Co 15.54). Vemos a graça de Deus, a sua bondade e misericórdia, quando entendemos que ele mesmo se entregou na cruz. O Pai enviou seu Filho amado para morrer pelos pecadores. Que amor é esse? João 3.16 nos diz como é esse amor:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê  não pereça,  mas tenha a vida eterna.

            É impossível entender esse amor sem cair de joelhos. Somente os filhos de Deus podem entender esse amor. É esse Deus que nos chama de amigos. João 15.15-16 nos diz:

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros  e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

            Se você não é cristão, pense em tudo o que você leu até aqui. Pense em tão grande amor. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.13-14). Se você é cristão, pense em como anda o seu relacionamento com Deus. Como está sua consideração por tão grande amor? Se algum amigo seu der a vida por você, o livrando da morte, certamente você será eternamente grato a esse amigo e nutrirá tão grande gratidão que passará o restante da vida querendo fazer o bem a essa pessoa, estar junto a esse indivíduo. Se tratamos assim amigos que talvez possam nos salvar da morte física, não deveríamos tratar com muito mais gratidão aquele que nos livrou da morte ETERNA?
            Como demonstrar gratidão a Deus por tão grande amor? Quero mostrar duas formas: obedecendo-o e sendo íntimo dele. Cristo nos diz que somos seus amigos se fazemos o que ele nos manda (Jo 15.14). Obedecer é uma forma clara de ser grato. Outra forma não menos importante, mas correlacionada, é nutrir intimidade com Deus. Como você convive com seus amigos? Seu relacionamento com o Senhor deve ser maior que qualquer outro. Uma forma prática disso é dedicar o primeiro momento do seu dia a Deus. Antes de tomar o café da manhã, colocar-se na presença do Pai e orar a ele. É colocar nossas vidas à disposição daquele que nos sustenta e derramar nosso ser sobre ele. É confiar cada parte de si ao Senhor. É entender que sem ele nada somos e nada podemos fazer (Jo 15.5b). É o reconhecimento de nossa pequenez e necessidade.

Eu sou pobre e necessitado,
porém o Senhor cuida de mim;
tu és o meu amparo e o meu libertador;
não te detenhas, ó Deus meu! (Salmo 40.17).

            Ser grato a Deus é renunciar toda a nossa prepotência. É entender que somos pobres e necessitados. É confiar ao Senhor todo o nosso ser. Isso não é fácil, mas será mais difícil se não começarmos. Como confiar em alguém que você não tem intimidade? A oração é o meio pelo qual adquirimos intimidade com o Pai. Nosso relacionamento com Deus deve ser grande ao ponto de entender que a vontade dele é o melhor para nós, mesmo que difícil no primeiro momento.
            Como ouvir a voz de Deus? O Senhor não fala conosco como falava aos profetas. A forma de Deus falar conosco é a sua Palavra. A Bíblia é a sua Palavra. Esforce-se em ouvir a voz de Deus. Leia as Escrituras. Deus nos dá os meios de graça: a Palavra, a Oração e os Sacramentos. Através da Palavra, ouvimos o Senhor. Pela oração, falamos com ele. Nos sacramentos, afirmamos que pertencemos à Igreja de Cristo e somos nutridos por ele. O mais interessante é que cada meio de graça depende um do outro. Se alguém é ativo na Igreja, participa dos sacramentos, mas não ora, não tem relação íntima com Deus. Quem se dedica no estudo da Palavra do Senhor, mas não ora, não passa de um estudioso. Quem ora e lê a Bíblia, mas não participa dos sacramentos, não é nutrido totalmente, não está atado corretamente à Igreja de Cristo, que é a mãe de todos os crentes – como nos diz Calvino.

            Como está seu relacionamento com Deus? Pense nisso.



Sem. Christofer F. O. Cruz

sábado, 30 de maio de 2015

O cristão e a sua sexualidade

            Há assuntos que são tabus em qualquer ambiente, e isso não é diferente na Igreja. Talvez o mais evitado seja a sexualidade. No ambiente religioso, há até mesmo certa vergonha de se tratar sobre isso. Fale sobre sexo em uma sala com jovens ou adolescentes e você verá um silêncio fúnebre e faces rosadas. Não que isso seja um problema. Afinal, a sexualidade é um tema sufocado. O grande perigo é que assuntos com esse são velados em público mas, às vezes, são cultivados em secreto. Com isso quero dizer que, por mais que se evite falar sobre o tema, todas as pessoas normais pensam sobre isso, até porque é algo de que Deus nos dotou. Faz parte de nós. Portanto, precisamos aprender a lidar com isso e conhecer os limites que o Senhor nos coloca.
            A Bíblia nos traz passagens que relatam ocasiões em que personagens exercem sua sexualidade de forma correta. Vejamos Gênesis 24.67:

Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.

            O livro de Cântico dos Cânticos traz conversações entre noivos. Pode-se encontrar temas como sexualidade nesse livro.

Tudo nesse poema enfeitado de símiles e esplêndidas metáforas orienta-se para a exaltação do amor entre o homem e a mulher, nessa irresistível e mútua atração que inspira as palavras e determina as atitudes dos namorados.(Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada).[1]

            Há quem pense que o sexo, mesmo depois do casamento, deve ser algo evitado. Há cristãos que dizem ser algo apenas para reprodução. Ou seja, quer ter filhos? Faça sexo. Não quer? Contenha-se! Isso é um pensamento extremamente danoso, pois instituir uma regra de não praticar sexo mesmo dentro dos limites estabelecidos  por Deus é podar uma bênção que ele próprio concedeu à humanidade. Talvez existam pessoas que entendem ser mais santos os cristãos que morrem virgens do que cristãos que viveram a sexualidade de forma sadia dentro do casamento. Isso é errôneo e deve ser combatido.
            O grande problema quanto ao sexo é quando praticado fora dos princípios dados pelo criador dele, Deus. Deus estabeleceu o sexo. Diz-se que somente os seres humanos sentem prazer no ato sexual. Isso não é um acidente, mas sim uma coisa criada pelo Pai. Instituída por ele. É comum ouvirmos pessoas não-cristãs falarem que praticam sexo livremente antes do casamento no contexto do namoro – isso quando não têm relações íntimas de forma promíscua (sem compromisso). Na verdade, estranho é ouvir de pessoas assim serem virgens por opção. Ao contrário do que é praticado pelos pagãos, os cristãos devem exercer a castidade.
            O apóstolo Paulo nos instrui quanto ao casamento em 1 Coríntios 7. No versículo 2, ele nos diz que, por causa da impureza, cada um deve ter sua própria esposa e cada mulher deve ter seu próprio marido. Não existe essa coisa de relação sexual antes do casamento, muito menos de casamentos abertos em que cada um faz o que der na telha. E ele não para por aí. Versículos 3 e 4:

O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.

            O apóstolo diz que o marido deve cumprir suas obrigações com sua mulher, sexualmente falando. Da mesma forma, a mulher deve cumprir suas obrigações com seu marido, sexualmente falando. O corpo do homem não lhe pertence, mas à sua mulher; e vice-versa. Um casal que não procure pela satisfação um do outro está errado. A abstinência só pode ocorrer com o acordo dos dois, para que se dedicar à oração (v. 5). E, ainda, esse intervalo não pode ser grande, mas apenas por algum tempo (v.5).
            Podemos ver que não há mal algum na sexualidade, muito pelo contrário; desde que seja exercida dentro dos limites dados por Deus. Além disso, Jim Britts nos diz: “Desde o começo, Deus nos deu o sexo para que tivéssemos uma ideia do quanto Ele nos ama” com respeito ao texto de Efésios 5.31 e 32.
           
Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.

            Através do amor nutrido pelo casal podemos ter ideia de como Deus nos ama. É interessante que a Igreja é tida como a esposa de Cristo. O amor que a Igreja deve ter para com Cristo é maior do que tudo, e devemos colocar esse amor acima de todas as coisas. Pôr algo no lugar dele é idolatria.
            Procuremos viver de acordo com a vontade de Deus. A sexualidade deve ser exercida dentro do casamento e NUNCA fora dele. Além disso, é dever dos cônjuges satisfazerem-se, e que nutram grande intimidade. O sexo não é pecado, não deve ser tachado de obsceno, mas sim visto como uma grande bênção de Deus para os casados. Se um jovem ou adolescente tem dificuldades com a sexualidade, ele deve procurar seus pais, pastor ou líder de confiança para tratar do caso. Calar-se pode tornar o processo mais difícil do que possa ser.


Por Sem. Christofer F. O. Cruz


[1] Sociedade Bíblica do Brasil. (1999). Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada (Ct).

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Construindo uma boa amizade

            Como andam suas amizades? Já parou para pensar sobre isso? Muitas vezes nós não paramos para avaliar como andam nossos relacionamentos. E mais: o quanto você está influenciando ou sendo influenciado pelas pessoas que estão à sua volta?
            Com quem você anda? Por que você anda com quem anda? Por que as pessoas com quem você convive vivem com você? É uma boa reflexão, principalmente quando se é cristão. Precisamos ser exemplo vivo e físico de Cristo. Quer queira ou não, certamente você é influenciado de uma forma ou outra por seus amigos. Amizades saudáveis te levam a Deus.
            É necessário construir amizades verdadeiras. A verdade é que temos muitos colegas, mas poucos amigos. Muitas vezes temos pessoas em alta estima e, aparentemente, esse cuidado pode ser recíproco. Mas atente para uma coisa: se você tivesse pouco a oferecer, as pessoas que você considera amigos continuariam ao seu lado? E mais: quando você passa por alguma dificuldade, seja ela emocional ou material, essas pessoas continuam o relacionamento com você ou tendem a se afastar?
            Pense como tem sido sua conduta nos últimos meses. Como você tem sido influenciado por suas amizades? Há relacionamentos em que pessoas se tornam mais arrogantes devido ao convívio com indivíduos assim. É preciso cuidado, cautela. Repare no seu modo de agir e analise se você tem sido mais piedoso ou mais arrogante como resultado de suas amizades.
            Seria errado dizer que não podemos conviver com pessoas que não têm boa conduta, isso porque devemos influenciar o mundo. Se não converso com um arrogante, como vou influenciá-lo a ser humilde? Se não converso com uma pessoa que a sociedade tende a excluir, como posso fazer com que ela venha a se transformar? Nosso exemplo é a principal e melhor maneira de mudar a ótica de alguém. Palavras são necessárias, mas podem ser vazias. O agir, ao contrário, tem um impacto muito maior. Alguém pode condenar a hipocrisia, mas se essa pessoa agir como hipócrita, suas palavras não terão o peso que teriam caso se portasse como deveria. A questão é a seguinte: cultivamos amizades saudáveis, nos blindamos de influências más, ou deixamo-nos levar pelas ideias alheias, mesmo que às vezes vazias de fundamento ou até de moral?
            As Escrituras Sagradas nos advertem quanto aos relacionamentos que construímos. Provérbios 18.24 nos diz que há amigo mais chegado que um irmão. Amizades assim é que são amizades saudáveis. São amizades assim que se firmam mesmo em meio à angústia.
            Como estamos valorizando nossas amizades existentes? Provérbios 17.17 nos diz: “Em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce um irmão”. Há momentos em que podemos deixar de prezar nossos amigos. Isso é errado. Mais do que fazer novas amizades, precisamos valorizar os amigos que temos. Possivelmente você perceberá quem são as pessoas mais chegadas quando você passa por uma situação difícil. Isso porque são em momentos assim que pode-se observar quem de fato se preocupa com você.

            Como seus amigos o veem? Sabemos que, como cristãos, devemos ser sal e luz para o mundo. Ouve-se dizer que somos “a Bíblia para os que não a leem”. Como você tem se comportado? O cristão deve refletir Cristo em tudo que ele faça, em todos os momentos, em todos os lugares. Você tem demonstrado o cuidado de Deus em sua própria vida e, assim, tem sido “a Bíblia” para seus amigos não cristãos? Pense nisso!

Sem. Christofer F. O. Cruz

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A família perfeita

            Todo mundo gostaria de ter uma família perfeita, não é mesmo? Muitas vezes nós podemos pensar que nossa família parece meio louca, com manias que detestamos. É possível que olhemos para outras pessoas e pensar: “nossa... eles sim, veja como se portam! Queria que lá em casa fosse assim!”. A verdade é que é comum colocarmos em prática aquele velho ditado: “a grama do vizinho é mais verde!”.
            Toda família tem seus problemas. Há sempre aquele irmão que adora fazer bagunça – principalmente os caçulas, creio eu. Brincadeiras à parte, cada núcleo familiar tem suas particularidades. Às vezes um costume que você detesta, outras pessoas têm cuidado excessivo. Quando se é uma família cristã, essas diferenças e peculiaridades não deixam de existir. Todavia, quando você é o único cristão em casa, isso pode se intensificar. Pense no seguinte: qual é maior a probabilidade de haver problemas: quando há princípios bíblicos ou quando a lei cultural vigente reina sem limites? É claro que isso não é regra. Uma família não cristã pode muito bem ser mais harmônica do que muitas famílias cristãs mundo a fora. Exemplo disso são pessoas que são extremamente dóceis na igreja mas, em casa, corra quem puder.
            Há quem diga: como eu queria ter uma família como as reveladas na Bíblia! Me desculpe, mas discordo. Já ouvi um amigo comentar o que vou dizer agora – o que me dá o sentimento de não estar sozinho nessa ótica. Você gostaria de ser da família de Davi? Eu não. Um filho que se deita com uma meia-irmã e outro irmão o mata (2Sm 13.11-14; 13.23-36). Que tal da família de Jacó? Ora, o próprio Jacó passou a perna no irmão (Gn 25.29-34). E não para por aí: lembra do que aconteceu com José, filho de Jacó? Seus irmãos o jogaram em uma cisterna e, depois, o venderam como escravo (Gn 37.23-28). Que tal da família de Jesus? Os próprios irmãos de Cristo não criam nele (Jo 7.5). Tudo isso demonstrei querendo dizer que nenhuma família é perfeita, todas têm seus problemas.
            Sobre a convivência familiar, Jim Britts cita algumas passagens bíblicas: Filipenses 2.3-4, Mateus 7.3-5, Romanos 12.18, Efésios 6.1-3.
            Como em todo relacionamento, há parâmetros nos quais os cristãos devem procurar viver. Vejamos o que nos diz Filipenses 2.3-4:

Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

            Pois bem, aqui vemos o que o apóstolo nos diz quanto à nossa conduta. Será que na convivência do dia a dia nós nos portamos com humildade, espírito de auxílio, ou temos segundas intenções? Toda criança alguma vez na vida certamente já fez algo com vista a conseguir alguma coisa dos pais. Entre irmãos, então, isso acontece várias vezes – na semana, quando não no mesmo dia. O versículo 4 implica que precisamos ter em mente o princípio de propriedade. Da mesma forma que queremos conservar o que é nosso, precisamos respeitar o que é dos outros, e zelar por isso.
            Mateus 7.3-5 fala sobre julgar. Precisamos ser cautelosos com isso. Quando falo sobre julgamento ou disciplina na igreja, sempre apelo aos irmãos que sejam amorosos. É claro que não devemos deixar de julgar por conta disso, mas fazê-lo com temor e cuidado. O que diferencia você de um cristão em pecado é o cuidado de Deus. Quem garante que amanhã você não fará o mesmo? Um adúltero pode ter dito que nunca faria isso, mas fez. Por isso, precisamos vigiar e estar em comunhão com Deus.
            Romanos 12.18 nos diz para ter paz com todos. Isso implica em perdão. Ah, como isso é difícil. Sempre há um infeliz que tem prazer em pisar em nosso calo. Não é fácil. Todavia, lembre-se do sacrifício de Cristo. Mesmo quando ele estava sendo crucificado, ele pedia a Deus que perdoasse quem fez aquilo a ele. Tenha isso em mente. Esforce-se. Rogue ao Senhor forças para perdoar.
            Efésios 6.1-3 nos fala sobre a conduta dos filhos para com os pais. Deus nos diz para que honremos nossos pais. Ele não diz: honre seu pai se ele for bonzinho e amoroso. Mas sim: honre seus pais. Isso é duro e difícil para nós, pecadores. Mas é o que devemos fazer. Peça ajuda do Senhor, e ele te ajudará.
            Alguns núcleos familiares, porém, passam por problemas incomuns. Isso porque não acontecem com todos nós, mas em casos específicos. Problemas como esses são o divórcio, abuso. São dois temas que Jim Britts aborda falando sobre família. Divórcio e abuso são coisas condenadas por Deus. O casamento não foi criado para ser desfeito. Se alguém se casa pensando em se divorciar, já começou errado. O abuso, por sua vez, é algo inconcebível, mas acontece. Nesse caso, é preciso se atentar para o comportamento de pessoas que desconfiem passar por isso e, se detectar de algo, denuncie às autoridades e à Igreja, para que ambas tratem do caso. Uma pessoa que sofreu abuso deve procurar pessoas que a ajudem. Ficar em silêncio nunca vai ajudar. Quanto ao divórcio, se uma pessoa está sofrendo por causa da separação dos pais, ela deve procurar auxílio em Deus, nos amigos e em seu pastor. Se fechar em seus próprios sentimentos apenas vai alargar uma ferida dolorida, causando mais traumas.
            Se sua família parece ter algo de errado, comece a observar as demais. Se for algo sério, procure auxílio. Peça ajuda a seus amigos mais próximos, aquela pessoa que você confia e sabe que com ela você pode contar. Não saia contando para meio mundo, sejam pessoas pagãs ou cristãs. Afinal, onde há ser humano, há erro e pecado. Portanto, seja cauteloso e procure ajuda o mais breve possível, além de, claro, contar com o auxílio de Deus e derramar suas angústias em oração e na busca do Senhor.

            Que ele nos abençoe e nos capacite mais e mais, dia após dia, e que sejamos irmãos, pais, tios, primos e amigos melhores, com o auxílio do bondoso e misericordioso Deus.

Sem. Christofer F. O. Cruz

terça-feira, 7 de abril de 2015

As implicações da mentira

   
            Quem é que nunca ouviu falar da história de Pinóquio, o garoto-boneco narigudo de madeira? Dentre as crianças – ou ao menos quando eu era criança – a história de Pinóquio é o exemplo de menino mentiroso. Quanto mais mentia, seu nariz vegetal crescia. Talvez não seja incomum vermos professoras de ensino fundamental dizendo aos pequenos que tomem cuidado para que seus narizes não cresçam, em analogia à mentira.
            A verdade, queiramos ou não, é que somos todos pinóquios – em maior ou menor grau. Vez ou outra caímos na mentira. Uns mais, outros menos; intencionalmente ou não. Isso, porém, não deve ser motivo para não buscarmos agir com honestidade e espírito verdadeiro.
            O que alguns talvez não saibam é que a inversão quanto à mentira é mais antiga do que a era cristã. Moisés, há mais de três mil anos, recebeu o decálogo (ou Dez Mandamentos) dado pelo próprio Deus. Dentre as ordens, o nono mandamento é “não dirás falso testemunho”. Muitos pensam que isto implica em apenas não mentir, mas não é apenas isso.

            O Catecismo de Heidelberg, em sua pergunta de número 112, diz: “O que se exige no nono mandamento?”. A resposta dada pelo próprio catecismo é:

Que eu não devo levantar falso testemunho contra ninguém, nem distorcer as palavras de ninguém, não fazer fofoca nem difamar, não condenar nem me ajuntar com ninguém para condenar a outrem precipitadamente e sem o ter ouvido. Antes devo repudiar toda mentira e engano, obras próprias do diabo, para não trazer sobre mim a pesada ira de Deus. No tribunal ou em qualquer outro lugar eu devo amar a verdade, dizê-la e confessá-la com honestidade e fazer tudo o que puder para defender e promover a honra e a reputação do meu próximo.[1]

            Como dito no Catecismo citado acima, cumprir o mandamento não é apenas evitar a mentira, mas muito além disso. Kevin DeYoung nos diz:

Alguma vez você já disse uma meia verdade sobre alguém? Alguma vez você deu falso testemunho do caráter ou das ideias de alguém? Se assim for, você quebrou o nono mandamento. [2]

            Dizer meias verdades também é mentir. Ser desonesto ou algo do gênero nos faz iguais a mentirosos. Corremos o risco de emitir uma versão diante de algo, omitindo algumas partes ou distorcendo outras. Não dar a descrição honesta de algo é caracterizado por mentira. O Salmo 40.4 nos diz: “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira”.
            O catecismo nos diz, ainda, que não devemos fazer fofoca. Fofocar é dizer algo sem fundamentação ou, ainda, divulgar segredos de alguém[3]. Desastres podem ser provocados por fofocas ou especulações sem embasamento. Casamentos podem ser prejudicados. Pessoas, mortas. Vidas, arruinadas. Carreiras, destroçadas. Tudo isso por uma simples especulação. Provérbios 26.28 nos diz: “A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.”.
            É necessário entender que uma fofoca não é apenas algo errado, mas também dizer algo desnecessário. Paulo nos diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29).
            Outro problema é o julgar. Como seria bom se todos buscassem informações confiáveis sobre algo ou alguém antes de julgar. Aliás, ainda mais importante: buscar saber se isso ou aquilo de fato aconteceu. Muitos julgam os demais sem qualquer precaução. Sem buscar informações. Jesus Cristo nos diz: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Mt 7.1-2, NVI). A falta de amor leva algumas pessoas a não se colocarem no lugar do próximo.
            É importante lembrar, antes de qualquer coisa, que o que nos é proibido não é o julgar, mas julgar indevidamente. Nós precisamos analisar tudo e reter o que é bom, como dissera Paulo. Muitas pessoas, carismáticos principalmente, se escondem atrás do “não julgueis” como desculpa para cometer pecados e saírem ilesos de situações. Lembro-me de certa ocasião em que, ao criticar um pastor neopentecostal, uma amiga me disse: não se deve falar mal de um pastor, ele é ungido de Deus. A questão da expressão “ungido de Deus” é assunto para outro momento, mas o foco é: precisamos avaliar tudo.
            Precisamos, ainda, fugir “toda mentira e engano”. Uma razão prática para isso é que o pai da mentira é Satanás (Jo 8.44). DeYoung nos diz:

As palavras “todo tipo” realmente me apertam. Quantas vezes distorcemos as nossas histórias só um pouquinho, exagerando a quantidade de neve que caiu, ou quanto tempo estudamos, ou quão rápido corremos? Eu me peguei querendo distorcer a hora em que me levanto pela manhã, só para dar impressão de um melhor rendimento do meu dia.[4]

            É necessário policiar-se, para que nossa natureza pecaminosa não nos faça pecar. Podemos, algumas vezes, mentir para nós mesmos e acreditar em nossa própria mentira. Quando mentimos, honramos o pai errado[5].
            Outra forma de desobedecer o mandamento é ser conivente com injustiças. O catecismo diz que precisamos “fazer tudo o que puder para defender e promover a honra e a reputação do meu próximo”. Arruinar o nome de uma pessoa publicamente ou contribuir injustamente com seu declínio é ser conivente. O amor ao próximo, dentre outras situações, deve se também aplicar aqui[6].
            O Catecismo Maior de Westminster, em sua pergunta 145, nos diz quais são os pecados proibidos no nono mandamento. Um comentarista nos resume, dizendo que são: difamação, julgamento falso, pleitear em favor de causas más, covardia, caluniar e maldizer, discriminar[7].

Resumindo: O ocultamento ou falseamento da verdade, o falso testemunho, o perjúrio e a detração são ofensas a Deus pela quebra do nono mandamento, opróbrios aos eleitos e ignomínia diante do santíssimo tribunal divino.[8]

            Que possamos viver de acordo com a vontade do Senhor para as nossas vidas, sendo verdadeiros e honestos.




[1] CATECISMO DE HEIDELBERG. Dia do Senhor 43. Disponível em: <http://www.heidelberg-catechism.com/pt/lords-days/43.html>. Acesso em 02 abr. 2015.
[2] DeYOUNG, Kevin L. As boas novas que quase esquecemos. São Paulo: Cultura Cristã, 2013. p. 192.
[3] Dicionário Online de Português. Significado de Fofoca. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/fofoca_2/>. Acesso em 02 abr. 2015.
[4] DeYOUNG, Kevin L. As boas novas que quase esquecemos. São Paulo: Cultura Cristã, 2013. p. 193.
[5] Ibid. p. 194.
[6] Ibid.
[7] FIGUEIREDO, Onézio. Catecismo Maior de Westminster. Catecismo Maior de Westminster. Disponível em: <http://www.ipalimeira.com.br/files/Catecismo-Maior-de-Westminster.pdf>. Acesso em 04 abr. 2015. p. 228-229.
[8] Ibid. p. 229.

terça-feira, 10 de março de 2015

Quando tudo parece desabar

O homem caminha toda a sua vida em torno de um tema que o move desde o mais íntimo do seu ser: a busca da felicidade, felicidade essa que pode ser almejada de variadas formas não saudáveis, tais como vaidade, orgulho ou poder.
Ao longo da história humana temos variados exemplos de pessoas que fizeram o que puderam em busca de satisfazer seus desejos. Dentre os governantes, temos como exemplo recente o famoso genocida e ditador Adolf Hitler. Como uma criança mimada, ele destruiu grande parte da Europa em busca do alargamento das fronteiras da Alemanha, dando assim expansão ao seu poder.
O exemplo mais prático de busca por poder é o caso dos nossos primeiros pais. Adão e Eva, instigados pela tentação do conhecimento, pensaram que poderiam ser ainda mais felizes. O resultado disso foi desastroso. Todos nós sentimos as consequências do pecado deles.
Mas o que fazer quando a situação é similar, porém com outro foco: como agir quando tudo está desabando?
O sofrimento é um estado em que nos encontramos em vários momentos da nossa vida. O homem fora criado à semelhança de Deus, para glorificar ao Criador e ser santo, mas pecou e a partir de então sofre as consequências da desobediência. O Breve Catecismo de Westminster nos diz que “Todo o gênero humano pela sua queda perdeu comunhão com Deus, está debaixo da sua ira e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do Inferno para sempre”[1]. Jó nos diz que o homem nasce para o enfado (Jó 5.7). Jó 14.1 diz, ainda, que o homem vive cheio de inquietação. O próprio Cristo sofreu, como consequência do nosso pecado (Mt  26.38).
Enfrentamos variados problemas em nosso dia a dia, seja ele com familiares, no colégio, trabalho, luto, solidão. O que precisamos saber é como lidar com tais problemas que nos permeiam e o que fazer para sair o menos prejudicados possível de cada situação.
Tiago nos encoraja, em sua epístola, da seguinte maneira:

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. (Tg 1.2-4).

A compreensão de um texto é sempre mais clara quando se entende o contexto em que é escrito e para quem é endereçado. A Epístola de Tiago não foge à regra. O escritor redige sua epístola para os convertidos do judaísmo que tiveram seus bens e casas confiscados e passavam por dificuldades, como exploração, por causa do nome de Cristo[2], conforme nos diz Simon Kistemaker. Tiago escreve para pessoas que estão sofrendo perseguição. Transportando esse sentido para outro momento, considerando o sentimento de aflição e dor, podemos equiparar o nível de gravidade talvez a uma pessoa que acaba de descobrir que está com câncer[3]. Ou seja, aqueles que correm risco de morte ou sofrem a dor de sua própria morte ou tortura.
As pessoas buscam variadas formas de suprimir seu sofrimento e encontrar o prazer perdido. Alguns procuram isso nos prazeres contrários à moral, outros buscam em atividades que tragam satisfação. Jim Britts, em sua revista intitulada “Escolhas da Vida”, nos traz situações de pessoas na Bíblia que passaram por aflições[4]:

1.    Uma forma de enfrentamento de situações é a NEGAÇÃO.
Um personagem bíblico que demonstrou esse tipo de comportamento foi Davi. Depois de adulterar com Bate-Seba, ele age como se não houvesse pecado algum no que ele fez. Davi resolve a situação assassinando Urias, marido da vítima, e se casa com ela, encobrindo assim o seu ato. Mesmo o profeta Natã contando-lhe uma história de cunho semelhante, ele não enxerga o seu erro, e só o reconhece quando indicado pelo profeta.

2.    Outra forma de enfrentamento é o JOGO DA CULPA.
Marta estava ocupada com os afazeres de casa enquanto sua irmã estava aos pés de Cristo ouvindo os ensinamentos do Senhor. Injuriada, Marta pede que Jesus dia à Maria que a ajude em seus afazeres. Mas Cristo diz à mulher agitada que sua irmã fazia o certo em ouvir seus ensinamentos.

3.    Outras pessoas reagem às situações através da DESISTÊNCIA.
Vendo que os fariseus não aceitaram a devolução do dinheiro pago pela entrega de Jesus em troca de libertar o Senhor, Judas enforcara-se.

De qual maneira você costuma enfrentar seus problemas? Você nega a existência deles, transfere a culpa para alguém ou simplesmente desiste?
As três formas de reação citadas acima não refletem uma atitude correta esperada de um cristão. A maneira que nós devemos usar não é outra senão PROSSEGUIR CONFIANTEMENTE NO SENHOR.
A história de José do Egito é muito interessante e é um ótimo exemplo de como agir diante de dificuldades. Ao ser acusado injustamente de assédio, ele foi preso. Ao invés de fugir, José confiou no Senhor e Deus o abençoou.
Muitas vezes não entendemos porque passamos por tribulações. Mas Tiago nos diz que a provação produz perseverança. Deus usa as tribulações para testar a nossa fé[5] e até mesmo para aumenta-la.
O apóstolo Paulo, em Romanos 5.3-5, nos diz que “[...] nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.” [6].
Quando passarmos por problemas, precisamos ter em mente o que Jesus nos disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”[7] (Jo 16.33b).
Um grande exemplo de sofrimento e restauração sem dúvida é Jó. Esse personagem fora um homem muito rico e tinha vários filhos. Ele fora provado por Deus e perdeu tudo: riqueza, dinheiro, filhos. Chegou ao ponto de amaldiçoar o dia em que sua mãe lhe deu a luz (Jó 3.1-3). Mas no fim, o Senhor o abençoa e Jó recebe ainda mais do que possuía antes de sua provação.
Precisamos ter em mente que tudo o que acontece está sobre o controle de Deus. O Salmo 139 nos deixa isso bem claro: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” [8]. Precisamos confiar em Deus e seguir em frente. Ele não desampara os seus filhos. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.[9](Sl 46.1).
Toda vez em que passarmos por problemas de qualquer natureza, precisamos ter em mente que o Senhor está no controle. Diante de um câncer aparentemente irreversível ou de estado terminal, tenhamos em mente que o Senhor está no controle de tudo. Diante de um assassinato, tenhamos certeza de que tudo coopera para o nosso bem, mesmo que não pareça de imediato. Diante de brigas familiares que parecem não ter fim ou mesmo a conversão de um amigo ou parente que não acontece por mais que oremos, precisamos sempre nos lembrar: o Senhor sabe de todas as coisas e governa conforme a vontade dele. Ele sabe o que é melhor para nós.
Muitas vezes pensamos que Deus esteja longe ou simplesmente ignorando alguns acontecimentos de nossas vidas, mas isso não é verdade. Assim como a mão do Senhor guiou o seu povo no Egito, suprindo suas necessidades diariamente, ele cuida de nós. Tudo o que acontece coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28). Por mais que uma situação pareça ser sem sentido, Deus está no controle, e podemos descansar em seu poder.
Há uma música da banda Fee, cujo nome é Everything Falls. Seu refrão é oportuno neste artigo, e fala do cuidado de Deus para com os seus filhos:

Quando tudo desmorona
Seus braços juntos me seguram
Quando tudo desmorona
Você é a única esperança para esse coração
Quando tudo desmorona e minha força se acaba
Eu encontro seu poder e força
E você continua me segurando”.






[1] Breve Catecismo de Westminster, resposta à pergunta 19.
[2] KISTEMAKER, Simon. Tiago e Epístolas de João. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 44.
[3] Ibidem. p. 50.
[4] BRITTS, Jim. Escolas da Vida. Niterói, RJ: bvbooks, 2011, p. 28-29.
[5] KISTEMAKER, Simon. Tiago e Epístolas de João. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 45.
[6] Sociedade Bíblica do Brasil. Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada (Rm 5.3-5). Tamboré, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
[7] Ibidem. Jo 16.33.                                                            
[8] Ibidem. Sl 139.16.
[9] Ibidem. Sl 46.1.